quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Estou Aqui


Aqui estou eu
Não me vês?
Mas estou aqui
Aqui mesmo á tua beira
Sentindo-me só
Completamente  sozinha
Será que é pedir te muito
Que me dês a mão
Que me tires desta escuridão
Será?
Ou será que no teu mundo
Só tu existes?
Nada te peço
Só quero um pouco do teu tempo
Do  teu carinho
Um abraço uma palavra
Que seja
Dá a tua mão
Salva o pouco que resta de  mim
Ou então deixa me assim
Na escuridão vou me apagando
E cada vez mais longe da tua visão
Vou ficando

Palavras


Palavras, palavras
Porquê, porque não as dizemos
Quando temos vontade, porquê?
Sinto um nó na garganta
E nada sai, vou me embora
E tu, tu ai ficas sentada
Esperando
Esperando que te diga as palavras
As palavras que mais querias ouvir
Mas não sei, não consegui
Virei costas me despedi e fui embora
Quando voltei cheio de energia
Cheio de vontade de gritar para o Mundo

O que por ti sentia
Cheguei tarde, muito tarde
Arrependi-me, gritei, chorei
 Te procurei não mais te vou encontrar
Talvez um dia nos voltamos a ver
Sinto-me tão vazio
Tão sozinho, e as palavras
As palavras, que te queria dizer
É que te quero tanto
Te amo demais e sem ti não posso viver
Mas é tarde muito tarde
Cheguei tarde de mais

Quero Amar


Hoje quero amar
Amar e ser amada
Em teu corpo
Me deleitar
Me encontrar
Numa ondulação sem fim
Com beijos infinitos
Teus lábios explorando
 
Meu corpo nu
Os Dois
Em constantes movimentos
Movimentos de paixão
Que me levam ao infinito
Que me levam há loucura
Assim depois de amada
Fico deitada
Deitada no teu peito
Deixando-me morrer
Morrer nos teus braços
Hoje quero
amar

A Rosa


Um Ano
Um ano passou
Fui colher uma rosa
Estava vento
E as pétalas
O vento as levou
Esperei por ti
Horas sem fim
Chegaste
Nada dissestes
Era como se eu não existisse
Olhava te ao meu lado
Mas estavas ausente
 
Tua alma percorria
Num outro sentido
Queria te não te tive
Foi pura ilusão
Ilusão que criei 
Olhei para trás
Atrás no tempo
E vi 

Vi que afinal a minha vida
Era como a rosa
Sem pétalas
Só espinhos
A rosa que colhi

Eu e a Vida




Para que a vida nos corra Como desejamos
Teremos que lhe dar caça
Seguir os sons da natureza
Ir correndo como o vento
De encontro ao que queremos
Do que precisamos
Mas pelo meio
Somos apanhados
 Muitas das vezes
 Desprevenidos sofremos
Choramos ficamos  angustiados
Sem saber para onde nos voltar
Pois a vida é assim mesmo
Não vamos voltar atrás
Continuamos em frente
Por muito difícil que seja
Segue em frente eu também vou
Quando nos voltar-mos  a encontrar
Tudo diremos
As nossas experiências
As nossas alegrias, tristezas
As angustias enfim toda a nossa vida
 Deixada para trás
 E aí sim estamos prontos
Para partir
Partir para outro lado
Mas com as experiencias partilhadas
Com a nossa sabedoria transmitida aos nossos
E podemos dizer
Nasci, cresci, reproduzi
Amei fui amada
Vivi e tudo o que fiz
De nada me arrependi