quarta-feira, 30 de março de 2016

A vida e os momentos


O sol esta lindo e radiante
As crianças brincam no jardim
Até aquela pequena aranha,
Reconstroi a sua intrínseca teia
Foi assim que dei por mim
Olhando a vida há minha volta
Vendo que afinal tudo vale a pena
Até o nosso próprio sofrimento
Que nos mata, que nos desfaz, por dentro
Mas crescemos, aprendemos
Aprendemos a dar valor há vida
A olhar de forma diferente
De ver até o que não víamos até ali
E hoje apeteceu-me escrever
Escrever e descrever
O quanto a vida é bela
O quão pequenos somos
Perante este vasto universo
O quão pouco tempo temos
Por isso decidi, descrever nestas linhas
A vida e os momentos
Que podemos usufruir dela
Sonha e ama, vive e desfruta
Compartilha sentimentos e agonias
Corre atrás do que desejas
Não pares no tempo, pois ele voa
E quando se dá conta, já passou
Já passou o nosso tempo
Por isso vive a vida, vive os momentos
Aproveita cada golfada de ar que respiras
Vive tudo a que tens direito
Com humildade, com carácter
Com amor, com paixão, com tesão

Teu anjo teu diabo




Apareci na tua vida
Nem fazias conta com tal
Desejaste com muita força
Que um dia fosse tua
Não desestiste correste atrás
Por fim conseguistes
Mas deste conta que afinal
Eu não era mais
Que a força que te faltava
Era o teu amor
O teu bem o teu mal
O teu anjo o teu diabo
Mas  mesmo assim
Seguiste em frente
Não tiveste receio de batalhar
E as batalhas da vida vencer
Com tudo que há em mim
Com a minha força
Com a minha rebeldia

Mas acima de tudo com o meu amor

sábado, 25 de abril de 2015

Eu e a Lua
Eu estou assim
Fazendo companhia há lua
Esperando pela tua companhia
Teimas em não chegar
Fico desolada
Por ti tanto esperar
Que fazer não sei
Vou esperando
Até quando não sei
Mas hoje estou assim
Fazendo companhia
Companhia á lua

Glória Fernandes

terça-feira, 7 de abril de 2015

Um Dia

Um dia
Um dia me cansei
Sentei me ali mesmo
No beiral da porta
Fiquei olhando
Para onde nem sei
Só sei que estava ali
Ali sentada como que vazia
Vazia por fora e por dentro
Um dia
Um dia pois foi nesse dia
Que me sentei no beiral
Perdi me horas a fio
Olhando afinal para onde
Não queria querer
Mas estava olhando me
Estava fazendo uma incurssão
De mim mesma
Um dia cansei
Adicionar legenda

No beiral me sentei
Mas valeu a pena o tempo
O tempo que fiquei olhando
Afinal quem era eu?
Foi boa a viagem ao meu ser
Ao meu eu hà minha alma
Agora sei porque cansei
Agora sei porque existo
Agora sei quem sou
Agora sim estou cheia
Cheia de vida de amor
De tudo para poder dar
Para poder mostrar quem sou
Um dia me sentei no beiral
Nesse dia morri
Nesse dia de novo nasci


Glória Fernandes

sábado, 28 de março de 2015

Sai na noite

Sai na noite
Para te procurar
Me maquilhei 
Para não me reconheceres
No meio da multidão

Me embrenhei
Esbarraste comigo
Nem para mim olhaste
Outra estava em teus braços
Não fiquei feliz
Mas também não chorei
Pensei que talvez
Talvez fosse melhor assim
Sai na noite
Para te encontrar
E o meu coração sossegar
Afinal quem queria eu enganar?
Hmmmmm coitada de mim
Me enganando
Afinal não querias mudar
Querias me mudar
Tentei juro que tentei
Mas não deu certo
Agora espero que sejas feliz
Meu caminho vou encontrar
Nem que na noite
Me tenha que embrenhar
No mar me tenha que buscar
Vou pedir á lua ás estrelas
Para me guiar
E esta página da minha vida
Sei que vou virar
Sai na noite

quinta-feira, 26 de março de 2015

Noite

Noite
Foi naquela noite
Que me entreguei a ti
Ambos nos amamos loucamente
Como se não houvesse amanhã
Nossos corpos entrelaçados
E suados
Nossas bocas
Havidas de desejo
Beijando-nos apaixonadamente
As nossas mãos procurando
O corpo um do outro
Entregando-nos assim a lúxuria
Ao desejo ardente á paixão
De nos sentirmos mútuamente
Que loucura que noite
Quisera eu ter-te
Quisera eu lembrar me do teu rosto
Quisera eu nos meus braços
Te aninhar uma vez mais
Quisera eu meu amor
Ter-te ao meu lado
Em vez de te ter sonhado

segunda-feira, 23 de março de 2015

Despida

Despida
De tudo e de nada
Presa neste corpo de mulher
Presa nesta vida
Sem nada de novoPara contemplar
Despejada de sentimentos
De coração mutilado
Pela dor pela agonia
Me sinto farrapo me sinto nada
Vagueando neste meu silêncio
Ouvindo minha alma gritar
Despida de tudo e de nada
Querendo me recuperar
Me reconhecer
Neste corpo de mulher