Era chegado o dia, verdade o dia de natal
E com ele vinham as recordações
De ti, de como passavamos esses dias de festa
Começava sempre na noite de vinte e três para vinte e
quatro
Com um grande alguidar de barro
E com carinho, amassavas as felhoses de abobora
Num outro os couscurões
Era engraçado, pedias sempre para agarrarem o
alguidaar
Depois la vinha bomba
No fim da massa estar bem amassada levavamos com ela
na cara
Todos os anos era o mesmo, mas gostavamos
Eram tão bons, os teus fritos sempre feitos com amor
Mas já te foste, já não tenho esse prazer
De te ter comigo, mas deixaste-me o bichinho
Hoje sou eu que faço, tal como tu
Amasso a massa, chamo um dos teus netos e la vai bomba
Verdade, agora são homens e continuam a cair na mesma
Também eles como eu, lembram se de ti e como fazias
Faço com amor, muitas das vezes como tu sem poder
Mas ter o prazer de estarmos juntos
Mãe e filhos e agora netos também
E mais um ano quase passado
Espero poder estar á altura de mais um natal
De conseguir passar esse dia de boas recordações
Rodeada dos teus netos e bisnetos
Obrigado mãe, por me teres passado esses valores
Valores da família e de tradições
E está chegando

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