segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Feiticeiro


Feiticeiro
Feiticeiro ou não
Não sei como o conseguiste
Não sei o que me fizeste
Meu feiticeiro
Mas conseguiste
E o meu coração roubaste
A minha alma transformaste
Os meus dias são mais iluminados
As noites tranquilas
Porque trago te no meu coração
No meu pensamento
Trago te em mim
Feiticeiro
Feiticeiro do amor da felicidade
Que as nossas almas assim permaneçam
Enamoradas eternamente
Feiticeiro

Glória Fernandes

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domingo, 3 de novembro de 2019


Leve
Sinto me leve
Como se fora uma pena
 Quero sentir me sempre assim
Uma alma enamorada
Sempre ligada à tua
Quero sentir esta leveza
Flutuar sentir me leve
Viajar contigo sobre o mar
Nas asas do vento
Gritar ao mundo o quanto nos amamos
Que o nosso fogo não se extinga
Esta paixão nunca morra
Quero contigo sempre namorar
A terra sentir e fazer parte dela
Que a magia deste amor se junte com a natureza
Que seja mágico o nosso viver
As nossas almas se enamorem para todo o sempre
Quero contigo sentir-me leve
Que este fogo continue ardendo
Acalentando esta paixão
Quero contigo voar e amar, amar





terça-feira, 22 de outubro de 2019

Alcance


Hoje quis subir mais um degrau
Comecei bem devagar
Subi um degrau, subi outro
Estava em alta, ia conseguir sair dali
Iria ser uma Glória para mim
Mas não
Vieram as tempestades as lutas
Derrubaram-me novamente para baixo
Todos os dias ia tentando a minha sorte
Buscando a dita Glória
Havia sempre algo que me impedia
Mas não, não posso ficar assim
Tenho que ter força, tenho que conseguir
Então subi, chorei a cada passo
Meu corpo, foi desdenhando a cada dia
Minhas forças a perderem-se
Fechei os olhos, imaginei um novo trilho
Comecei a subir, mesmo sofrendo
Mas agarrei-me ao que me restava das minhas forças
Continuei, cai levantei-me sacudi-me
Tornei a cair, mas agora estava decidida
Decidida a sair, sair dali
Queria crescer, queria viver, queria aprender
Consegui finalmente, mas a que custo
Agora quero, somente deixar a minha história
Fazer dela uma lenda, para quem cá fica
Para que, possam desfrutar desta minha realidade
Que aprendam a viver, cada momento
Que cada momento seja uma Glória, uma Vitória
Vive, desfruta, aprende, ensina
E nunca desistas de alcançar os teus sonhos




terça-feira, 2 de abril de 2019

Medo

Tenho medo medo de amar
Medo de amar incondicionalmente
Mas queria tanto poder-
te amar
Amar sem medo
Sem medo da rejeição
Rejeição do meu corpo
Que já não é como outrora fora
Tenho medo
Tenho medo que não me vejas como sou
Que não vejas além de um mero corpo
Tenho medo de amar
De amar e voltar a sofrer
 Mas como posso não amar
Se tenho tanto de mim para dar
Não sou rocha não sou pedra
Tenho sentimentos
Como ser humano que sou
Quero amar amar sem medos
Olha para mim
Para o meu ser não para este corpo disforme
Olha e diz me o que vês
Diz me o que sentes
Ama-me pelo que sentes
Por tudo o que te transmito
Por tudo que te faço sentir
Ama-me sem preconceito
Ama e deixa-me amar-te sem medos
Deixa-te guiar pela minha alma
Enamorada mostrando-te o quão belo é o amor
Tenho medo medo de amar

segunda-feira, 1 de abril de 2019



Cansada
Sinto-me cansada
Mas apareceste
Sim apareceste tu
Foi como uma golfada de ar fresco
Foi como um renascer
Sinto-me cansada
Cansada desta vida
Sem poder dar o meu amor
Sem o poder receber
sinto-me cansada
Preciso de ti
Das tuas palavras
Que me ajudam a levantar
Que me revigoram
Vem vem comigo
Vamos fazer corar a lua
Fazer gritar o mar
Vem vem comigo amar
Até este cansaço passar
Até esta angustia desaparecer
Vem vem comigo amar
Para depois pormos  o amor de lado
E descansarmos
Nos restos que no leito despojados ficaram
Vem vem comigo amar

domingo, 28 de janeiro de 2018

Trilho

Vagueio neste trilho sem tempo nem espaço
Tentando-me encontrar, como se fosse possivel
Neste trilho de escuridão
Onde tento encontrar o caminho certo
Mas não consigo, tudo me parece tão louco
Que já chego a dúvidar da minha sanidade mental
Mas por momentos fecho os olhos
Tento prescutar o mar, as suas ondas batendo nas rochas
Fecho os olhos mais uma vez, e sinto o calor do sol
Como é bom viajar, recordar os prazeres da vida
Vagueio neste trilho, sem luz com o tempo a escassear
Hooo como eu queria voar, sentir o vento no meu corpo
Ouvir os sons da natureza
Como é bom lembrar de um tempo já vivido
Que aos poucos vai sendo esquecido
Assim vou continuando a vaguear
Neste trilho sombrio, sem fim à vista
Vou continuar a procurar o caminho certo
Umas vezes rindo , outras chorando
Mas sempre esperando
Um dia o fim encontrar
E poder de novo respirar, e o meu mundo

De novo poder agarrar

Vida nas Palavras

Escrever é dar vida
Vida nas letras
que formam palavras
palavras que te dão vida
onde choras, sofres, sorris, danças, saltas
vida vivida com palavras
palavras soltas bailando ao vento
 palavras que te dão alento
que te alimentam o ser a alma
que te alimentam cada momento
por isso  lê , escreve
vive a vida , sente-a agarra-a
em cada palavra que dizes que sentes

em cada palavra que escreves

O Sonho

Sonhei que voava com o vento
Que velejava nas ondas do mar
Onde o horizonte e o infinito se juntavam
E as fadas brilhando com a sua magia
Em noite de luar bailavam
Foi só um sonho, onde se joga o jogo da vida
Onde tudo é mágico e perfeito
Não sei se fiquei desiludida, ou radiante
Com esta ilusão deste sonho que sonhei
Queria voar de novo
E nas ondas desse mar me deitar
De novo esse sonho, numa noite de luar
Tornar a sonhar

Sorrir

Quero sorrir mais uma vez e outra vez
Com as histórias que me contas
São palavras soltas sem fim que me fazem sorrir
Tento conta-las mas as palavras não são iguais
O efeito não é o mesmo
Fico triste, por não as saber usar
Sorrir, queria-te também fazer sorrir
Mas as palavras não são para todos
Uns são mestres e têm o dom de as proferir
Já eu não as sei juntar
Mas queria tanto, sabe-las contar
E no teu rosto um sorriso encontrar

Viagem

Sentada, sentada á beira rio escutando-o
Vou viajando ao som da natureza
Tento ir ao encontro de mim mesma
Ouvindo os lamentos da alma
Que grita cada vez mais alto
Acabando-se o dia e de regresso a casa
Tudo volta, num silêncio perturbador
Solidão, escuridão e uma tristeza sem fim
Que me rasga a alma
Vou desfalecendo
Até chegar a aurora do novo dia
Saio numa nova viagem
Viajando num labirinto sem fim à vista
Cansada sinto-me cansada
Cansada desta viagem, cheia de amarguras
Fico parada uma vez mais
Escutando o som da natureza
Agora sim, ouço-a chamar-me
Fico de olhos fechados, sentada á beira rio escutando-o
Deixando-me assim levar, em mais uma viagem
Para nunca mais voltar



Prazer

Quem me dera ter o prazer
O prazer da tua companhia
Dos teus beijos de fogo
Do teu toque mágico
Quem me dera
Já procurei por ti, no mar
No ar, já voei nas asas do vento
Gritei o teu nome
E de ti nem um lamento
Quem me dera amor ter o prazer
De te sentir ao pé de mim
Nos teus braços deitar me de novo
Quem me dera ter de novo o prazer
 Desta paixão acalentar
E a minha alma acalmar.


O Dia


Era chegado o dia, verdade o dia de natal
E com ele vinham as recordações
De ti, de como passavamos esses  dias de festa
Começava sempre na noite de vinte e três para vinte e quatro
Com um grande alguidar de barro
E com carinho, amassavas as felhoses de abobora
Num outro os couscurões
Era engraçado, pedias sempre para agarrarem o alguidaar
Depois la vinha bomba
No fim da massa estar bem amassada levavamos com ela na cara
Todos os anos era o mesmo, mas gostavamos
Eram tão bons, os teus fritos sempre feitos com amor
Mas já te foste, já não tenho esse prazer
De te ter comigo, mas deixaste-me o bichinho
Hoje sou eu que faço, tal como tu
Amasso a massa, chamo um dos teus netos e la vai bomba
Verdade, agora são homens e continuam a cair na mesma
Também eles como eu, lembram se de ti e como fazias
Faço com amor, muitas das vezes como tu sem poder
Mas ter o prazer de estarmos juntos
Mãe e filhos e agora netos também
E mais um ano quase passado
Espero poder estar á altura de mais um natal
De conseguir passar esse dia de boas recordações
Rodeada dos teus netos e bisnetos
Obrigado mãe, por me teres passado esses valores
Valores da família e de tradições
E está chegando
Chegando o dia


Dádiva

Pela primeira vez, a Carlota passava a época natalicia com a sua avó, esta estava já meia doentada, mas lá ia fazendo as suas coisas, a Carlota ajudava no que podia, assim que vinha da escola , lá ia ela a ajudar a sua avozinha.
Os pais da Carlota trabalhavam na agricultura, eram muito pobres, e nem sempre podiam dar o que a Carlota queria, mas havia sempre o pão fresquinho feito ali mesmo em casa no forno a lanha, e os legumes sempres fresquinhos as frutas, ela tinha tudo do melhor, tinha o amor incondicional dos seus pais, vivia feliz a Carlota.
Mas, sabia que tinha primos e tias, tios, enfim tinha a familia que não conhecia, foi então que em casa da sua avó que decidiu escrever uma carta ao pai natal.
Pai natal, quero pedir-te um presente, mas não quero brinquedos, eu gostava de conhecer a minha familia, podes leva-los para casa da minha avó no natal??não te peço mais nada, há queria também que a minha avozinha não fosse para o céu, quero tê-la sempre aqui comigo, ela está doentinha, podes passar uma receita para ela ficar boa?? Pronto não peço mais nada,obrigada querido pai natal.
Assim escreveu ela, ao pai natal, deu de seguida a carta a sua mãe para que pusesse no correio, e assim foi, a Carlota ficou contente  por ter escrito a carta ao pai natal, a mãe leu a carta, e não conteve as lagrimas, e ficou pensativa, como iria ela fazer com que a familia se juntace?
Como iria ela embrulhar a receita para a avó,  estava confusa, não sabia o que fazer, decidiu falar com a Carlota, e disse-lhe.
-Sabes filha o pai natal ligou esta manhã cá para casa, e disse que não conseguia arranjar os presentes que pediste, e para escreveres outra carta com outros presentes, a Carlota ficou triste, e disse que não queria outros presentes, então a mãe disse-lhe que iria falar com o pai natal.
Entretanto o tempo passou , vieram as férias de natal, e a Carlota estava radiante, era quase natal, ela estava feliz junto da sua avó, até já prepararam a salinha para a noite de natal, estava linda de verde e vermelho, e a lareira , a lareira parecia tirada de um filme, estava linda com as meias la penduradas, há e tinha a cafeteira ao lume a fazer cafe, cheirava bem.
Já era natal, e a Carlota ajudou a fazer as rabanadas, os filhoses, e os couscurões, estava tudo tão lindo, e os pais trouxeram as batatas da terra e as couves, para fazer o celebre bacalhau, estavam felizes, a avó, o pai e a mãe da Carlota, e ela também estava, mas faltava ali qualquer coisa, o resto da familia.
Mas na noite de natal, já estavam todos para se sentar à mesa, quando senão ouvem a tocar à campainha, tlim tlão, tlim tlão, ficaram admirados há quela hora tocarem á porta, foram lá ver, e era alguém que não tinha casa, nem comida, não tinha natal, a mãe da Carlota deu uma moeda e fechou a porta, desejando uma boa noite, mas a menina não ficou contente, foi abrir a porta e convidou o senhor a entrar, os pais e a avó ficaram surpresos, mas não disseram nada, foram então todos para a mesa, já estavam a começar a comer, toca a campainha outra vez, tlim –tlão, tlim-tlão, a carlota disse , eu vou eu vou lá, e foi, ao abrir a porta qual foi o seu espanto, ao ver tanta gente junta miudos e graudos, verdade e ela nem os conhecia, mandou entrar, ficou feliz quando ouviu a avó a chorar a chamar pelo seu filho e pelas suas filhas, e restantes netos, é claro que o jantar ficou logo em segundo plano, agora era altura de carinho, de apresentações, mas claro a Carlota nem precisou de apresentações, foi se logo agarrando ao pescoço do tio e das tias, dizendo estar feliz, comprimentou os primos e as primas que eram nove, eram muitos.
Lá foram jantar, e o jantar prelongou-se pela noite dentro, foram conversando metendo a conversa em dia, e chegou a hora da ceia, e mantiveram se por ali á lareira conversando, recordando velhos tempos, as crianças ja dormiam, espalhadas pelo chão da sala e no sofá, até o senhor que andava por ali a pedir, adormeceu também ao lado da lareira, no cadeirão que ali estava, assim se passou a noite, foram todos descansar.
Pois nessa noite, a Carlota se levantou, para ir ver junto á chaminé se o pai natal já tinha vindo, mas parecia que não, e voltou a deitar se e adormeceu.
Tocam os sinos da igreja, la perto de casa da avó, e a Carlota acorda, e vai a correr para a lareira, e não havia prendas , ficou um pouco desanimada, mas a sua mãe entregou-lhe um embrulho, era ainda grandinho, dizendo:
-Olha Carlota querida, o pai natal deixou esta prenda para ti, foi so o que ele pode arranjar, visto que não querias brinquedos.
A menina foi-se sentar no sofá e rasgou o papel todo, para abrir a prenda, era uma moldura linda dourada, com o retrato da sua avó , ficou contente e foi a correr mostrar a sua avó o que o pai natal lhe oferecera este ano, assentou-se a avó e a Carlota, e a avó, disse-lhe:
-Sabes, sei que pediste ao pai natal que eu não fosse para o céu, querias me sempre contigo, mas a avó tem que ir ter co o avô, já não falta muito, e assim com esse retrato vês sempre a avó, e estarei sempre contigo, no teu coração, por isso não fiques triste quando a avó partir, está bem? Deram um longo abraço chorando as duas.
Mas o dia continuou, a familia estava reunida, estavam todos felizes, já no fim do dia as despedidas surgiram, com a promessa de voltarem mais vezes, a criançada foi toda contente para casa com os bolsos cheios de guloseimas, estavam felizes.
A Carlota, essa estava radiante, escreveu ao pai natal a agradecer.

Querido pai natal, obrigada por mandares o presente que pedi, foi o natal mais lindo que tive até agora, embora só tenha 7 aninhos, mas nunca me lembro de ter a família junta, e o pedinte, que também não tinha natal, assim teve ele também uma família, um aconchego, uma refeição e não dormiu nessa linda noite na rua, obrigada pai natal, já agora obrigada pela moldura com o retrato da avó, assim vejo a todos os dias, mesmo que se vá, sabes pai natal estou feliz, espero que tenhas feito todas as crianças feliz, e que todos tenham uma noite tão linda como a minha, até para o ano pai natal.

domingo, 21 de agosto de 2016

Amarras

Escuto os carros lá fora
Escuto o amanhecer acontecer
Vislumbro a lua e as estrelas ao anoitecer
Mas sinto a vida com amarras
Nestas quatro paredes
Que encobrem a vida la fora
Quero soltar-me quero viver
Minha alma grita em todos os sentidos
Mas aqui estou com estas amarras que me prendem
Que não me deixam respirar liberdade
Só quero fugir daqui ir para bem longe
Sentir-me solta escutar o grito da águia
O som do mar e dos seus lamentos
Das ondas enraivecidas nas rochas a bater
Quero nas asas do vento voar
Voar em todas as direções
Sentir meu corpo através do vento da chuva
Sentir-me livre
Quero estas amarras deixar
Nem que seja a ultima coisa que faça
Quero pela ultima vez sentir-me livre
E o grito da águia escutar


                                                               Glória Fernandes

quarta-feira, 30 de março de 2016

A vida e os momentos


O sol esta lindo e radiante
As crianças brincam no jardim
Até aquela pequena aranha,
Reconstroi a sua intrínseca teia
Foi assim que dei por mim
Olhando a vida há minha volta
Vendo que afinal tudo vale a pena
Até o nosso próprio sofrimento
Que nos mata, que nos desfaz, por dentro
Mas crescemos, aprendemos
Aprendemos a dar valor há vida
A olhar de forma diferente
De ver até o que não víamos até ali
E hoje apeteceu-me escrever
Escrever e descrever
O quanto a vida é bela
O quão pequenos somos
Perante este vasto universo
O quão pouco tempo temos
Por isso decidi, descrever nestas linhas
A vida e os momentos
Que podemos usufruir dela
Sonha e ama, vive e desfruta
Compartilha sentimentos e agonias
Corre atrás do que desejas
Não pares no tempo, pois ele voa
E quando se dá conta, já passou
Já passou o nosso tempo
Por isso vive a vida, vive os momentos
Aproveita cada golfada de ar que respiras
Vive tudo a que tens direito
Com humildade, com carácter
Com amor, com paixão, com tesão

Teu anjo teu diabo




Apareci na tua vida
Nem fazias conta com tal
Desejaste com muita força
Que um dia fosse tua
Não desestiste correste atrás
Por fim conseguistes
Mas deste conta que afinal
Eu não era mais
Que a força que te faltava
Era o teu amor
O teu bem o teu mal
O teu anjo o teu diabo
Mas  mesmo assim
Seguiste em frente
Não tiveste receio de batalhar
E as batalhas da vida vencer
Com tudo que há em mim
Com a minha força
Com a minha rebeldia

Mas acima de tudo com o meu amor

sábado, 25 de abril de 2015

Eu e a Lua
Eu estou assim
Fazendo companhia há lua
Esperando pela tua companhia
Teimas em não chegar
Fico desolada
Por ti tanto esperar
Que fazer não sei
Vou esperando
Até quando não sei
Mas hoje estou assim
Fazendo companhia
Companhia á lua

Glória Fernandes

terça-feira, 7 de abril de 2015

Um Dia

Um dia
Um dia me cansei
Sentei me ali mesmo
No beiral da porta
Fiquei olhando
Para onde nem sei
Só sei que estava ali
Ali sentada como que vazia
Vazia por fora e por dentro
Um dia
Um dia pois foi nesse dia
Que me sentei no beiral
Perdi me horas a fio
Olhando afinal para onde
Não queria querer
Mas estava olhando me
Estava fazendo uma incurssão
De mim mesma
Um dia cansei
Adicionar legenda

No beiral me sentei
Mas valeu a pena o tempo
O tempo que fiquei olhando
Afinal quem era eu?
Foi boa a viagem ao meu ser
Ao meu eu hà minha alma
Agora sei porque cansei
Agora sei porque existo
Agora sei quem sou
Agora sim estou cheia
Cheia de vida de amor
De tudo para poder dar
Para poder mostrar quem sou
Um dia me sentei no beiral
Nesse dia morri
Nesse dia de novo nasci


Glória Fernandes

sábado, 28 de março de 2015

Sai na noite

Sai na noite
Para te procurar
Me maquilhei 
Para não me reconheceres
No meio da multidão

Me embrenhei
Esbarraste comigo
Nem para mim olhaste
Outra estava em teus braços
Não fiquei feliz
Mas também não chorei
Pensei que talvez
Talvez fosse melhor assim
Sai na noite
Para te encontrar
E o meu coração sossegar
Afinal quem queria eu enganar?
Hmmmmm coitada de mim
Me enganando
Afinal não querias mudar
Querias me mudar
Tentei juro que tentei
Mas não deu certo
Agora espero que sejas feliz
Meu caminho vou encontrar
Nem que na noite
Me tenha que embrenhar
No mar me tenha que buscar
Vou pedir á lua ás estrelas
Para me guiar
E esta página da minha vida
Sei que vou virar
Sai na noite

quinta-feira, 26 de março de 2015

Noite

Noite
Foi naquela noite
Que me entreguei a ti
Ambos nos amamos loucamente
Como se não houvesse amanhã
Nossos corpos entrelaçados
E suados
Nossas bocas
Havidas de desejo
Beijando-nos apaixonadamente
As nossas mãos procurando
O corpo um do outro
Entregando-nos assim a lúxuria
Ao desejo ardente á paixão
De nos sentirmos mútuamente
Que loucura que noite
Quisera eu ter-te
Quisera eu lembrar me do teu rosto
Quisera eu nos meus braços
Te aninhar uma vez mais
Quisera eu meu amor
Ter-te ao meu lado
Em vez de te ter sonhado